terça-feira, 16 de outubro de 2018

Comitê de Bolsonaro em Fortaleza é prestigiado por lideranças do Pros, PSDB e até do MDB

O PSL do candidato a presidente d República, Jair Bolsonaro, inaugurou, nesta noite de terça-feira, na avenida Antonio Sales, 855, o seu comitê central. Além da presença do seu presidente regional, Heitor Freire, eleito deputado federal, e de André Fernandes e Delegado Cavalcante, ambos eleitos para a Assembleia Legislativa, a presença de uma comitiva do Pros e do PSDB.
O Capitão Wagner, o deputado federal mais bem votado do Ceará e dirigente estadual do Pros, bem como o senador eleito Eduardo Girão (Pros), o General Theophilo, que disputou o Governo pelo PSDB, bem como os deputados estaduais Fernanda Pessoa, reeleita pelo PSDB, e Nelinho, eleito deputado estadual pelo PSDB, e Roberto Pessoa, eleito deputado federal pelos tucanos, reforçam o palanque pró-Bolsonaro no Estado.
O presidente em exercício do MDB, Gaudêncio Lucena, marcou presença ao ato com familiares. Ele é também sócio do senador Eunício Oliveira (MDB), que não conseguiu a reeleição. Mas não subiu no palanque. Ficou em meio aos militantes.
Nos discursos, a expectativa de que Bolsonaro será o vitorioso. Houve até quem lembrasse da fala do senador eleito Cid Gomes (PDT), com críticas e cobrando mea culpa do PT, como importante trunfo eleitoral pró-Bolsonaro.
Em outro momento, quando o senador eleito Eduardo Girão (Pros) foi chamado a falar, o público bradou: “Fora Eunício!”
Já no próximo fim de semana, haverá carreata pró-Bolsonaro em Fortaleza, segundo informação da coordenação de campanha.


Fonte: O Povo Online

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Jaques Wagner repete que apoiar Ciro era a melhor saída

Jaques Wagner (Coordenador da Campanha de Haddad) e Ciro Gomes (PDT)
Coordenador da campanha de Fernando Haddad à Presidência, o ex-governador da Bahia e senador eleito Jaques Wagner afirmou, nesta segunda-feira (15), que a melhor estratégia para uma vitória na corrida presidencial seria o lançamento de Ciro Gomes (PDT) ao Palácio do Planalto.
Repetindo ser defensor de alternância de poder e do fim da reeleição, Wagner fez essa avaliação ao comentar uma proposta da senadora Katia Abreu que sugeriu a substituição de Haddad por Ciro Gomes para garantir a eleição.
Wagner disse que esse era um assunto superado, mas ressaltou sempre ter defendido um acordo com Ciro. Questionado, então, se essa seria a melhor estratégia para o campo de esquerda, Wagner concordou, sob o argumento de que a campanha de Jair Bolsonaro se resume ao ataque ao PT.
"O que eles têm a dizer? É anti-PT. É anti-PT".
Embora reconheça que o PT está estigmatizado, segundo suas próprias palavras, Wagner disse ter esperança de que o medo de Bolsonaro derrube resistências a Haddad neste segundo turno.
"Se as pessoas tiverem mais medo dele do que raiva do PT, podem votar no Haddad. Não precisa amar o PT".
Wagner disse ainda ter esperança de uma declaração de apoio mais contundente de Ciro: "Não vou jogar a toalha. Ele pode enviar um live de onde ele estiver", disse o ex-governador em referência ao fato de Ciro estar na Europa.
Wagner acrescentou: "Alguém me disse que ele voltaria antes e anunciaria o apoio mais contundente".
Segundo Wagner, Haddad defende a amplitude das alianças como saída para a situação.
Também integrante do comitê eleitoral petista, o tesoureiro do PT, Emídio de Souza, afirma que "essa campanha foi feita no submundo". Segundo ele, as fake news estão deformando a vontade popular e as autoridades não estão atacando sua matriz.
"A atuação do TSE está sendo frágil para combater o estímulo à violência na campanha. O TSE tem que coibir a fábrica de fake news", diz
Fonte: Conversa Afiada

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

ISTO É: O ocaso da oligarquia política


O plano parecia perfeito. O presidente do Senado, Eunício Oliveira, disputava a reeleição no Ceará pelo maior partido do país, o MDB.

Estava aliado no Estado ao governador Camilo Santana (PT)., que venceu as eleições no Ceará. Nos moldes da velha política, Eunício cercara as suas chances por todos os lados.

No entanto, na hora h tudo falhou. Eunício não voltará ao Senado no ano que vem. Perdeu a vaga para Eduardo Girão (PROS), um dos vários neófitos na política a se eleger este ano.

Na terça-feira 9, Eunício chegou a Brasília para presidir as sessões do Senado ainda atordoado. Ele ainda ficará no cargo até fevereiro de 2019, quando o novo Congresso toma posse. Em vez de uma reeleição que parecia certa, sua decisão após a derrota é abandonar a política e voltar aos seus negócios no ramo da vigilância privada.

Eunício é um exemplo acabado da onda que varreu da política diversos políticos tradicionais e seus clãs. Um vendaval que, no Senado, fará com que a próxima bancada seja 85% diferente da atual. Que produziu na Câmara uma inédita renovação de mais de 40%.

Em números, a renovação no Congresso impressiona. Dos 444 velhos políticos que tentavam a reeleição na Câmara, somente 251 foram reeleitos, 56,5%.

No Senado, o estrago foi bem maior. Das 54 vagas em disputa, 46 serão ocupadas por novos senadores. Esse terremoto eleitoral atingiu clãs inteiros, como a família Sarney no Maranhão, além de mandar para casa a maioria dos políticos que tiveram seus nomes envolvidos em denúncias da Operação Lava Jato.

Mesmo políticos mais respeitados que não tinham seu nome envolvido em corrupção acabaram sucumbindo à onda que aniquilou a velha política. Eduardo Suplicy (PT), que tentava voltar ao Senado onde ficou 30 anos, saiu derrotado na campanha para senador em São Paulo onde despontava como favorito. Associou-se ao movimento antipetista que deixou fora do Senado também a ex-presidente Dilma Rousseff. Ela disputava a vaga por Minas Gerais, beneficiada pelo entendimento matreiro no seu processo de impeachment, que cassou seu mandato mas manteve seus direitos políticos. O eleitorado não perdoou a manobra nas urnas.

A lista de políticos derrotados é grande e suprapartidária. Inclui nomes como Jorge Viana (PT-AC), Roberto Requião (MDB-PR), Magno Malta (PR-ES), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Roberto Freire (PPS-SP). E Romero Jucá (MDB-RR) que se eternizou no Senado ao ocupar o cargo eterno de líder do governo. Fosse ele qual fosse, de FHC a Lula. Jucá não foi reeleito.

No Maranhão, o clã Sarney teve uma derrota acachapante. Nem mesmo o retorno do patriarca José Sarney ao Maranhão aos 88 anos impediu sua filha, Roseana Sarney, de perder as eleições para o governador Flávio Dino (PCdoB) ainda no primeiro turno.

Não evitou que seu outro filho, Sarney Filho (PV), ficasse também sem mandato. E nem que voltasse para casa seu companheiro de primeira hora, o senador Edison Lobão.

No Acre, outro clã se despede: os Viana. O PT deixa o comando do Estado após 20 anos de domínio, com a vitória de Gladson Cameli (PP). O peso das denúncias de corrupção atingiu políticos como o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB). Ele se licenciou do cargo para disputar uma vaga como senador e ficou apenas em sexto lugar.

À véspera das eleições, foi preso por corrupção. Pelo envolvimento com a Lava Jato, perderam o mandato ainda dezenas de parlamentares, como o senador Lindberg Farias (PT-RJ), e dezenas de deputados federais, como Zeca Dirceu (filho do ex-ministro José Dirceu), Lúcio Vieira Lima (MDB-BA), irmão de Geddel, preso com R$ 52 milhões num apartamento em Salvador, Cristiane Brasil (PTB-RJ), filha de Roberto Jefferson, e Marco Antonio Cabral (MDB-RJ), filho do ex-governador Sérgio Cabral. Também não conseguiu se eleger o ex-senador Delcídio do Amaral (PTC-MS).

Há uma conjunção de fatores para explicar a derrocada dos políticos tradicionais. O descontentamento com a política tradicional, especialmente focada em políticos do PT, MDB e PSDB, o envolvimento em denúncias de corrupção, e a força de alguns governadores que disputaram a reeleição, como Flávio Dino (MA) e Renan Filho (AL).

Renan Filho foi, inclusive, a principal razão a evitar que Renan Calheiros (MDB-AL) também afundasse na onda que limou do Senado boa parte dos seus colegas.

“Realmente é um movimento novo na política e o que se viu foi um eleitor muito irritado, com pouca paciência para uma discussão mais adensada do processo político, sem uma visão de centro e com um desejo extremamente latente por uma renovação”, pontuou Wladimir Gramacho, cientista político.

Os levantamentos de pesquisas não enxergaram esse sentimento de renovação que aconteceu nos últimos dias da campanha. Assim, muitos desses velhos políticos se acomodaram, enquanto seus adversários novatos trabalharam. A velha política foi rejeitada pelo eleitor de forma nunca vista até aqui.
Fonte: Isto É

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Disputa a Presidência da Assembleia Legislativa do Ceará apresenta nomes fortes

Assembleia Legislativa do Ceará
Pelo menos seis nomes são citados nos bastidores da política cearense como fortes candidatos a disputar a Presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará em dezembro próximo.

São eles: Sérgio Aguiar (PDT) - Dr. Sarto (PDT) - Tin Gomes (PDT) - Salmito Filho (PDT) - Evandro Leitão (PDT)

O ex-secretário de governo Fernando Santana (PT) que estará em seu primeiro mandato também está na lista e cotado como um dos nomes fortes junto ao segundo Governo de Camilo Santana.

RESSACA POLÍTICA: Após não ter sucesso na reeleição do tio ao senado, Prefeito de Lavras/CE corta Transporte Universitário

A Prefeitura de Lavras da Mangabeira (CE) cortou o Transporte Escolar Gratuito dado aos estudantes universitários desde a gestão do Ex-Prefeito Dr. Tavinho.

Segundo informações extraoficial, o executivo municipal está alegando que sofre uma crise financeira, e que por isso não tem como arcar com os custos de pagar o transporte para cerca de 600 alunos que estudam em Cajazeiras-PB, Icó e Cedro no Ceará.

O comunicado de que o benefício havia sido cortado foi feito aos universitários através de mensagens de WhatsApp proveniente do motorista de um dos onibus.

Um dos estudantes que utilizam o transporte e que pediu anonimato, diz ser um dos prejudicados com o fim do benefício. “Tem pessoas que não têm condição de pagar o ônibus ou morar em Icó ou Cajazeiras-PB. A gente fica com as mãos atadas. É mais ou menos R$ 350, incluindo a merenda, isso mensal”, lamenta.

Jéssica também é uma das afetadas. Com a nova realidade da cidade, muita gente não poderá realizar o sonho de fazer uma faculdade, diz ela. “A gente passa o ensino médio inteiro sonhando em fazer a faculdade. Você se mata para passar no Enem, que não é fácil, para conseguir um Prouni, uma bolsa. Aí o município, que já é de tradição ajudar, fala que não vai poder ajudar. O que vai acontecer? As pessoas vão ter que cancelar a faculdade”, afirma.

O Ministério Público foi provocado por dois estudantes que relataram o problema a justiça local. Nesta quinta-feira (11/10) o Promotor de Justiça Dr. João Éder Lins dos Santos convocou o Prefeito ou seu representante para audiência de conciliação.

O Centro Acadêmico de Licenciatura em Física - Campus Cedro emitiu nota oficial sobre o problema.


NOTA OFICIAL

O Centro Acadêmico de Licenciatura em Física - Campus Cedro (CALF), vem por meio desta nota, repudiar a definição da Prefeitura de Lavras da Mangabeira –Ceará de impedir o deslocamento dos estudantes universitários e secundaristas para as cidades de Cedro, Icó e Cajazeiras, impossibilitando o acesso à universidade.

Defendemos um serviço público, gratuita e de qualidade, pertencente a toda a comunidade acadêmica e ao conjunto da população. Em seus pilares se assentam valores a serem preservados, de modo que fazem parte desta construção plural, darmos importância o transporte para estudantes como parte do processo educacional.

Nesse sentido, reafirmamos a importância de se preservar os direitos  estudantis de acesso ao conhecimento e do conjunto da comunidade acadêmica, que só ajudam a fortalecer a sociedade. E que os estudantes de Lavras da Mangabeira sejam respeitados.

Solidarizemo-nos ainda, com todas e todos os estudantes prejudicados neste descaso do poder público, em nome do Centro Acadêmico de Licenciatura em Física.

Atenciosamente,

Talis Vinícios da Silva Oliveira

Presidente do Centro Acadêmico de Lic. Em Física/Campus Cedro-CE

Criança de dois anos é baleada durante execução do pai em Jaguaribara; mãe também ficou ferida

Uma menina de dois anos foi baleada na noite desta terça-feira, 9, durante o assassinato do pai dela em Jaguaribara, a 263,4 quilômetros de Fortaleza. A mãe da criança também foi ferida.
 
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), o pai, identificado como Francisco Valdenes de Sousa Saldanha, de 29 anos, já respondia por tráfico de drogas, associação para o tráfico e roubo. 
 
Segundo a SSPDS, por volta das 19h40min, Valdenes foi alvejado a tiros por dois criminosos em uma motocicleta na avenida Bezerra de Menezes. Os autores do crime estão foragidos. Até a publicação desta matéria nenhum suspeito havia sido preso.
 
As vítimas baleadas foram encaminhadas para unidades de saúde da região de Jaguaribara e, em seguida, a criança foi transferida para a Capital, em uma aeronave da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer). De acordo com informações repassadas pela Polícia, mãe e filha não correm risco de vida.
 
O caso foi registrado na Delegacia Regional de Russas, porém as investigações estão a cargo da Delegacia Regional de Jaguaribe. A população pode contribuir com a investigação por meio do número (88) 3522 1099. 
 
Fonte: O POVO Online 

Nova marca da campanha de Haddad troca vermelho por verde e amarelo e tira nome de Lula

Principal articulador da campanha de Fernando Haddad (PT) no 2º turno, o senador eleito Jacques Wagner (PT-BA) defende que a candidatura petista adote tom mais conciliador na nova etapa da disputa. Afirmando que agora o foco é Haddad e não Lula (PT), Wagner defendeu inclusive uso do verde e amarelo na campanha, no lugar do vermelho do PT.
“A bandeira do Brasil é de todos nós. A gente não pode entregar graciosamente para eles o que é um símbolo do país”, disse Wagner, em entrevista ao jornalista Bernardo Mello Franco, colunista do jornal O Globo.
“No 1º turno, ficou claro que o Haddad era o candidato do Lula. Agora temos que mostrar quem ele é: um professor bem formado, que já foi prefeito de São Paulo e recebeu prêmios de boa gestão”, afirma.
Dizendo acreditar em uma virada, o senador eleito criticou o rival Jair Bolsonaro (PSL) por “discurso de ódio” e “baixarias”. “Bolsonaro é um cara inteligente, mas usa sua inteligência para o mal. Acaba liderando monstros que não tinham coragem de externar o preconceito (…) eu, que sou judeu, posso falar disso”, disse Wagner ao jornal carioca.