quarta-feira, 30 de março de 2016

Moro se desculpa e admite equívoco ao divulgar conversa entre Lula e Dilma

Brasília - O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, pediu desculpas ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela polêmica causada com a divulgação de escutas telefônicas de autoridades, entre elas o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff. Segundo Moro, a atitude não teve intuito “político-partidário”.
As desculpas foram encaminhadas ao ministro Teori Zavascki, que solicitou esclarecimentos a Moro ao determinar a remessa de todo o material das conversas de Lula ao Supremo.  “O levantamento do sigilo não teve por objetivo gerar fato político partidário, polêmicas ou conflitos, algo estranho à função jurisdicional, mas, atendendo ao requerimento do MPF, dar publicidade ao processo e especialmente a condutas relevantes do ponto de vista jurídico e criminal do investigado ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que podem eventualmente caracterizar obstrução à Justiça ou tentativas de obstrução à Justiça”, escreveu o juiz.

Ao Supremo, Moro afirmou que não há indicativos de que as autoridades com foro privilegiado que aparecem em conversas com Lula — como a presidente Dilma e o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa — tenham concordado com tentativas do ex-presidente de obter influência junto à Justiça.

O juiz afirmou que o foco da investigação era o ex-presidente da República e disse que “não parece que era tão óbvio assim” que o diálogo com Dilma poderia ser relevante juridicamente para a presidente. Na conversa, a presidente diz a Lula que enviaria o termo de posse como ministro da Casa Civil antes da cerimônia na qual o petista assumiria o cargo.

Amanhã, o plenário do STF deve analisar a decisão de Teori Zavascki que ordenou que Moro remetesse o material à Corte. Nesta terça, o procurador Rodrigo Janot encaminhou parecer ao STF no qual alega que a posse de Lula na Casa Civil é válida, mas pede a manutenção das investigações com Moro. 

Em palestra, juiz afirma que corrupção é generalizada 

Sergio Moro disse nesta terça-feira, em São Paulo, que a corrupção não é exclusiva de um partido e que deve ser combatida. “A corrupção não é o único problema do Brasil, mas é um problema suprapartidário. Isso não tem a ver com outras questões de política. Isso tem a ver com questões relacionadas à Justiça. Justiça e política são coisas diferenciadas”, disse o juiz, acompanhado por 12 seguranças, que o seguiam até em idas ao banheiro. 

A declaração foi dada durante uma palestra. Desta vez, mais comedido diante dos holofotes, ele ordenou aos seguranças que gravadores e câmeras de TV fossem desligados durante o evento.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Cabo é morto ao lado da noiva ao deixar convite de chá de panela no CE

Um cabo do Exército morreu após ser atingido por um tiro durante um assalto, no Bairro Messejana, em Fortaleza, no domingo (27). Júnior Carvalho, 24 anos, foi ao bairro entregar os convites para o chá de panela. Ele se casaria em em junho, segundo informação da prima de Júnior, Yngred Lopes Pinheiro.

O jovem, lotado no 23º Batalhão de Caçadores, foi enterrado no fim da tarde deste domingo no Cemitério Jardim Metropolitano, no município de Eusébio, Região Metropolitana.

A noiva da vítima, Amanda Katielly Medeiros, disse que a ação foi muito rápida e confirmou que eles tinham ido deixar os convites. “Segundo a noiva dele, eles estavam indo na casa de uns amigos, deixar os convites, pois em junho seria o casamento”, afirmou a prima. Amanda contou à prima que o casal viu dois homens se aproximando em uma moto e que uma pessoa presenciou a abordagem e tentando ajudar realizou alguns disparos para cima.

Júnior foi encaminhado ainda com vida para o hospital, mas, de acordo com a prima, a bala atingiu o fígado e os rins gerando hemorragia, o que ocasionou a morte do cabo. “Ela me contou que quando dois rapazes de moto pediram o carro, ele logo entregou, aí um rapaz lá na frente deu um tiro para o alto. Ela acredita que era um policial à paisana. O assaltante se assustou e atirou na barriga do Júnior. E eles fugiram”, disse Yngred.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Constantes rompimentos na Adutora comprometem abastecimento dágua em Lavras da Mangabeira

Os constantes rompimentos na Adutora que conduz a água do Açude Rosário até a Sede do Município de Lavras, estão comprometendo o fornecimento D'água para a população da sede do Município. Somente no último final de semana, foram dois rompimentos na adutora, o que comprometeu ainda mais a distribuição D'água, principalmente nas partes mais altas da cidade, como é o caso dos Bairros Padre Cícero, Boa Vista, Vila Bancária, Além Rio, Cruzeiro e Novo Horizonte.

Conforme relatos de alguns moradores, existem ruas que a água não jorra nas torneiras há quase um mês.

Por sua vez, a CAGECE informa que diuturnamente, uma equipe de funcionários, realizam os trabalhos de reparos na tubulação para tentar garantir o abastecimento D'água para a cidade, mas que ultimamente a normalização do abastecimento está comprometido pelos constantes vazamentos que ocorrem ao longo da adutora.

Fonte: Lavras na Mídia

segunda-feira, 21 de março de 2016

Muro cai sobre populares no centro de Cajazeiras/PB nesta segunda-feira

Uma parede de um prédio abandonado caiu por volta das 10h40min sobre algumas pessoas que estavam esperando transporte alternativo fato registrado na Rua Sebastião Bandeira de Melo no centro de Cajazeiras.



Pelo menos três pessoas ficaram soterradas e foram resgatadas por Populares Bombeiros SAMU e polícia militar.



As vitimas foram socorridas para o HRC.

























domingo, 20 de março de 2016

LAVRAS: De Repente o Encontro do Repente


Gilmar Mendes pode ter cometido crime contra a honra de Lula

Ministro Gilmar Mendes
Lula negou o teor da conversa informada pela revista Veja e confirmada pelo ministro Gilmar Mendes. Ou, como fazia Cachoeira, plantada por Gilmar Mendes junto à revista Veja.
Essa negativa de Lula, que se diz indignado,  foi apoiada pelo ex-ministro Nelson Jobim, em entrevista à mídia gaúcha.
O gaúcho Jobim sustenta ter dito à revista Veja que não ocorreu nenhum conversa sobre adiamento do julgamento do Mensalão e nem sobre chantagem, atribuída a Lula,  com promessa de blindagem de Mendes junto à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI). Blindagem em face do fato, sustentado  por Lula,  de o ministro Mendes ter estado em Berlim na companhia do senador Demóstenes Torres, seu amigo, e com despesas pagas por Cachoeira.
O certo é que no dia 26 de abril deste ano, na parte da manhã e no escritório de advocacia de Nelson Jobim, houve um encontro entre Lula, Gilmar Mendes e o referido Jobim. Por evidente, ocorreu uma motivação para esse encontro e ela não está clara, pois, até agora, só existe o relato de Gilmar Mendes.
Não foi coincidência, ou melhor, de repente  ter aparecido Lula,  sem que Jobim e Gilmar Mendes soubessem. Como ensinou o psicanalista Carl Gustav Jung, coincidências não existem. Em outras palavras, houve um encontro agendado. E Mendes se disse surpreso ao perceber que o objetivo era convencê-lo sobre o adiamento do julgamento do Mensalão, com chantagem de quebra.
Como o encontro não foi gravado pelo pessoal do Cachoeira, fica a  palavra  isolada de Gilmar Mendes.
Últimas colunas de Wálter Maierovith
Na coluna do jornalista Bastos Moreno, no jornal O Globo, está dito que Gilmar Mendes, ao sair do escritório de Jobim, foi, enfurecido, a uma reunião com a cúpula dos Democratas. Talvez, entre os Democratas, o ministro Mendes possa buscar testemunhos e isto caso tenha confidenciado a razão da fúria mencionada na matéria do colunista do jornal O Globo.
À época, da cúpula dos Democratas participava Demóstenes Torres, já pego em mentira perpetrada em dupla com Gilmar Mendes, no grotesco episódio do “grampo sem áudio” e que resultou, por pressão de Gilmar e contentamento do banqueiro Daniel Dantas, na queda do delegado Paulo Lacerda da direção da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN). A propósito, Mendes diz que chamaria às falas Lula e Jobim, em socorro ao seu então pupilo Mendes, inventou a história, desmentida pelas Forças Armadas, de empréstimo de equipamento de interceptação telefônica à Agência Brasileira de Inteligência.
Como magistrados estão proibidos de exercitar política partidária, representando a desobediência grave infração aos deveres impostos na Lei Orgânica da Magistratura Nacional, a presença de Gilmar Mendes na reunião dos Democratas mostra mais uma das suas pantagruélicas atrapalhadas.
Lamentavelmente, o STF se acha acima do Conselho Nacional de Justiça e, nesse episódio, só de um impeachment se pode cogitar. Mas, aí, mais uma vez, virá a caneta salvadora do presidente José Sarney que, apesar de amizade notória com Mendes, não se dará por impedido e determinará o arquivamento do pedido de impeachment, como já ocorreu uma vez.
Necessário esclarecer que a proibição de participação de magistrados em atividades político-partidárias não se resume à inscrição em quadros. É proibida toda e qualquer participação política-partidária. A propósito, convém lembrar, que em plena campanha presidencial foi flagrada uma ligação telefônica do candidato Serra a Mendes, que teria por objeto, depois de chamado por Serra de “meu presidente”,  um pedido de orientação com finalidade eleitoral pouco elevada. Sobre atividades de Gilmar Mendes em Diamantino, sua cidade natal e em apoio ao irmão que é prefeito da cidade, matéria publicada na revista Carta Capital mostra, da sua parte, a inobservância à proibição prevista na Lei Orgânica da Magistratura.
Como os fatos atribuídos a Lula foram negados por ele e, também, pela testemunha única do episódio, poderá sobrar para Gilmar uma ação de iniciativa privada por crime contra a honra.
No caso, Gilmar ofendeu a honra de Lula atribuindo-lhe fatos ofensivos à honra subjetiva e objetiva. Fosse Lula presidente, a ação seria pública condicionada à representação do ministro da Justiça. Como não é mais, a ação é de iniciativa privada.
Para arrematar, o decano dos ministros do STF, ministro Celso de Mello, saiu, com base em presunções e conjecturas, em defesa de Gilmar Mendes e a censurar Lula. Interessante ter partido, na construção, da veracidade do informado por Gilmar Mendes. Na hipótese de linha inversa, de Gilmar Mendes ter faltado com a verdade, Celso de Mello chegaria a conclusões terríveis e, ainda, com a agravante de o seu colega Mendes já ter sido apanhado em mentira, com trânsito em julgado.
Sobre o acontecido, o placar aponta para vitória de Lula por 2x1.
Como Jobim é inconfiável, não haverá surpresa se voltar atrás. Certa vez, depois de ter confessado, em livro laudatório e autopromocional,  a colocação de artigos na Constituição sem consulta aos demais deputados constituintes, Jobim recuou. Aí, e como Ulisses Guimarães estava morto, o ex-ministro Jobim falou que estava autorizado por ele.
Pano rápido. Lula deve explicações. E  deveria propor uma ação penal de iniciativa privada, por crimes contra a honra, contra Gilmar Mendes. Até para, desse episódio de bas-found parisiense de quinta categoria, ficasse a verdade processual como registro.