quarta-feira, 17 de agosto de 2016

CE perde, em 6 meses, R$ 400 mi em repasse da União, revela Mauro Filho

Mauro Filho - Secretário da Fazenda/CE
O Secretário da Fazenda, Mauro Filho, disse, nesta quarta-feira, em entrevista ao Jornal Alerta Geral (FM 104.3 + 21 emissoras no Interior), que o Estado do Ceará perdeu, entre primeiro de janeiro e 30 de julho deste ano, R$ 400 milhões em repasses da União. 

A queda na arrecadação, segundo ele, é atribuída à redução da atividade econômica, com a desaceleração da produção industrial, do desemprego, que gera menos consumo, e das desonerações dadas pelo Governo Federal. 

De acordo com Mauro, como a responsabilidade pela queda na atividade econômica e nas transferências de recursos para os Estados é da União, cabe ao Governo Federal, conforme enfatizou, garantir uma recompensa para o Ceará dentro do processo de renegociação das dívidas dos Estados.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Mensagem da Presidenta da República Dilma Rousseff AO SENADO FEDERAL E AO POVO BRASILEIRO

Brasília, 16 de agosto de 2016
Dirijo-me à população brasileira e às Senhoras Senadoras e aos Senhores Senadores para manifestar mais uma vez meu compromisso com a democracia e com as medidas necessárias à superação do impasse político que tantos prejuízos já causou ao País.
Meu retorno à Presidência, por decisão do Senado Federal, significará a afirmação do Estado Democrático de Direito e poderá contribuir decisivamente para o surgimento de uma nova e promissora realidade política.
Minha responsabilidade é grande. Na jornada para me defender do impeachment me aproximei mais do povo, tive oportunidade de ouvir seu reconhecimento, de receber seu carinho. Ouvi também críticas duras ao meu governo, a erros que foram cometidos e a medidas e políticas que não foram adotadas. Acolho essas críticas com humildade e determinação para que possamos construir um novo caminho.
Precisamos fortalecer a democracia em nosso País e, para isto, será necessário que o Senado encerre o processo de impeachment em curso, reconhecendo, diante das provas irrefutáveis, que não houve crime de responsabilidade. Que eu sou inocente.
No presidencialismo previsto em nossa Constituição, não basta a desconfiança política para afastar um Presidente. Há que se configurar crime de responsabilidade. E está claro que não houve tal crime.
Não é legítimo, como querem os meus acusadores, afastar o chefe de Estado e de governo pelo “conjunto da obra”. Quem afasta o Presidente pelo “conjunto da obra” é o povo e, só o povo, nas eleições.
Por isso, afirmamos que, se consumado o impeachment sem crime de responsabilidade, teríamos um golpe de estado. O colégio eleitoral de 110 milhões de eleitores seria substituído, sem a devida sustentação constitucional, por um colégio eleitoral de 81 senadores. Seria um inequívoco golpe seguido de eleição indireta.
Ao invés disso, entendo que a solução para as crises política e econômica que enfrentamos passa pelo voto popular em eleições diretas. A democracia é o único caminho para a construção de um Pacto pela Unidade Nacional, o Desenvolvimento e a Justiça Social. É o único caminho para sairmos da crise.
Por isso, a importância de assumirmos um claro compromisso com o Plebiscito e pela Reforma Política.
Todos sabemos que há um impasse gerado pelo esgotamento do sistema político, seja pelo número excessivo de partidos, seja pelas práticas políticas questionáveis, a exigir uma profunda transformação nas regras vigentes.
Estou convencida da necessidade e darei meu apoio irrestrito à convocação de um Plebiscito, com o objetivo de consultar a população sobre a realização antecipada de eleições, bem como sobre a reforma política e eleitoral.
Devemos concentrar esforços para que seja realizada uma ampla e profunda reforma política, estabelecendo um novo quadro institucional que supere a fragmentação dos partidos, moralize o financiamento das campanhas eleitorais, fortaleça a fidelidade partidária e dê mais poder aos eleitores.
A restauração plena da democracia requer que a população decida qual é o melhor caminho para ampliar a governabilidade e aperfeiçoar o sistema político eleitoral brasileiro.
Devemos construir, para tanto, um amplo Pacto Nacional, baseado em eleições livres e diretas, que envolva todos os cidadãos e cidadãs brasileiros. Um Pacto que fortaleça os valores do Estado Democrático de Direito, a soberania nacional, o desenvolvimento econômico e as conquistas sociais.
Esse Pacto pela Unidade Nacional, o Desenvolvimento e a Justiça Social permitirá a pacificação do País. O desarmamento dos espíritos e o arrefecimento das paixões devem sobrepor-se a todo e qualquer sentimento de desunião.
A transição para esse novo momento democrático exige que seja aberto um amplo diálogo entre todas as forças vivas da Nação Brasileira com a clara consciência de que o que nos une é o Brasil.
Diálogo com o Congresso Nacional, para que, conjunta e responsavelmente, busquemos as melhores soluções para os problemas enfrentados pelo País.
Diálogo com a sociedade e os movimentos sociais, para que as demandas de nossa população sejam plenamente respondidas por políticas consistentes e eficazes. As forças produtivas, empresários e trabalhadores, devem participar de forma ativa na construção de propostas para a retomada do crescimento e para a elevação da competitividade de nossa economia.
Reafirmo meu compromisso com o respeito integral à Constituição Cidadã de 1988, com destaque aos direitos e garantias individuais e coletivos que nela estão estabelecidos. Nosso lema persistirá sendo “nenhum direito a menos”.
As políticas sociais que transformaram a vida de nossa população, assegurando oportunidades para todas as pessoas e valorizando a igualdade e a diversidade deverão ser mantidas e renovadas. A riqueza e a força de nossa cultura devem ser valorizadas como elemento fundador de nossa nacionalidade.
Gerar mais e melhores empregos, fortalecer a saúde pública, ampliar o acesso e elevar a qualidade da educação, assegurar o direito à moradia e expandir a mobilidade urbana são investimentos prioritários para o Brasil.
Todas as variáveis da economia e os instrumentos da política precisam ser canalizados para o País voltar a crescer e gerar empregos.
Isso é necessário porque, desde o início do meu segundo mandato, medidas, ações e reformas necessárias para o país enfrentar a grave crise econômica foram bloqueadas e as chamadas pautas-bomba foram impostas, sob a lógica irresponsável do “quanto pior, melhor”.
Houve um esforço obsessivo para desgastar o governo, pouco importando os resultados danosos impostos à população. Podemos superar esse momento e, juntos, buscar o crescimento econômico e a estabilidade, o fortalecimento da soberania nacional e a defesa do pré-sal e de nossas riquezas naturais e minerárias.
É fundamental a continuidade da luta contra a corrupção. Este é um compromisso inegociável. Não aceitaremos qualquer pacto em favor da impunidade daqueles que, comprovadamente, e após o exercício pleno do contraditório e da ampla defesa, tenham praticado ilícitos ou atos de improbidade.
Povo brasileiro, Senadoras e Senadores,
O Brasil vive um dos mais dramáticos momentos de sua história. Um momento que requer coragem e clareza de propósitos de todos nós. Um momento que não tolera omissões, enganos, ou falta de compromisso com o país.
Não devemos permitir que uma eventual ruptura da ordem democrática baseada no impeachment sem crime de responsabilidade fragilize nossa democracia, com o sacrifício dos direitos assegurados na Constituição de 1988. Unamos nossas forças e propósitos na defesa da democracia, o lado certo da História.
Tenho orgulho de ser a primeira mulher eleita presidenta do Brasil. Tenho orgulho de dizer que, nestes anos, exerci meu mandato de forma digna e honesta. Honrei os votos que recebi. Em nome desses votos e em nome de todo o povo do meu País, vou lutar com todos os instrumentos legais de que disponho para assegurar a democracia no Brasil.
A essa altura todos sabem que não cometi crime de responsabilidade, que não há razão legal para esse processo de impeachment, pois não há crime. Os atos que pratiquei foram atos legais, atos necessários, atos de governo. Atos idênticos foram executados pelos presidentes que me antecederam. Não era crime na época deles, e também não é crime agora.
Jamais se encontrará na minha vida registro de desonestidade, covardia ou traição. Ao contrário dos que deram início a este processo injusto e ilegal, não tenho contas secretas no exterior, nunca desviei um único centavo do patrimônio público para meu enriquecimento pessoal ou de terceiros e não recebi propina de ninguém.
Esse processo de impeachment é frágil, juridicamente inconsistente, um processo injusto, desencadeado contra uma pessoa honesta e inocente. O que peço às senadoras e aos senadores é que não se faça a injustiça de me condenar por um crime que não cometi. Não existe injustiça mais devastadora do que condenar um inocente.
A vida me ensinou o sentido mais profundo da esperança. Resisti ao cárcere e à tortura. Gostaria de não ter que resistir à fraude e à mais infame injustiça.
Minha esperança existe porque é também a esperança democrática do povo brasileiro, que me elegeu duas vezes Presidenta. Quem deve decidir o futuro do País é o nosso povo.
A democracia há de vencer.
Dilma Rousseff

domingo, 14 de agosto de 2016

Ciro destrói Temer em Curitiba

O presidenciável Ciro Gomes (PDT) disse na noite deste sábado (13), em Curitiba, que o interino Michel Temer (PMDB) é “traidor, corrupto e salafrário”. 

Ciro começou a palestra no Circo da Democracia puxando um “Fora Temer” incendiando a plateia na tenda instalada em frente à escadaria da Universidade Federal do Paraná (UFPR). “O moralismo é a ferramenta dos canalhas”, disse Ciro Gomes olhando em direção ao prédio da faculdade de Direito onde leciona o juiz federal Sérgio Moro.

Além de bater sem dó em Temer, o pedetista também abriu fogo contra Marina Silva (Rede) e José Serra (PSDB).
“Temer e Serra são agentes infiltrados dos EUA, segundo relatórios do Wikileaks. Eles focam agora no pré-sal”, denunciou.

Quanto à Marina, Ciro criticou que ela enrola um chalezinho e disfarça falando sobre ecologia. Mas, segundo ele, defende a independência do Banco Central.

Durante todo a palestra, Ciro só chamava Temer de “tinhoso” [diabo] para o delírio da plateia que o aplaudia.

“O tinhoso trocou o Bradesco pelo Itaú no Ministério da Fazenda”, afirmou, referindo-se à troca de Joaquim Levy (Bradesco) pelo ministro interino Henrique Meirelles.
Ao fuzilar a pedalada (déficit) de R$ 170 bi que Temer promove no orçamento, Ciro Gomes previu que o povo vai “tomar na testa” CPMF e aumento da CIDE — o imposto da gasolina.

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) assistiu da plateia à palestra.

"O entreguismo volta tragicamente à moda"


sábado, 13 de agosto de 2016

Simplesmente Pai...PARABÉNS

Ser pai é acima de tudo, não esperar recompensas. Mas ficar feliz caso e quando cheguem.
É saber fazer o necessário por cima e por dentro da incompreensão. É aprender a tolerância com os demais e exercitar a dura intolerância (mas compreensão) com os próprios erros.
Ser pai é aprender errando, a hora de falar e de calar. É contentar-se em ser reserva, coadjuvante, deixado para depois. Mas jamais falar no momento preciso.
É ter a coragem de ir adiante, tanto para a vida quanto para a morte. É viver as fraquezas que depois corrigirá no filho, fazendo-se forte em nome dele e de tudo o que terá de viver para compreender e enfrentar.
Ser pai é aprender a ser contestado mesmo quando no auge da lucidez. É esperar. É saber que experiência só adianta para quem a tem, e só se tem vivendo.
Portanto, é aguentar a dor de ver os filhos passarem pelos sofrimentos necessários, buscando protegê-los sem que percebam, para que consigam descobrir os próprios caminhos.
Ser pai é saber e calar. Fazer e guardar. Dizer e não insistir. Falar e dizer. Dosar e controlar-se. Dirigir sem demonstrar. É ver dor, sofrimento, vício, queda e tocaia, jamais transferindo aos filhos o que, a alma, lhe corrói.
Ser pai é ser bom sem ser fraco. É jamais transferir aos filhos a quota de sua imperfeição, o seu lado fraco, desvalido e órfão.
Ser pai é aprender a ser ultrapassado, mesmo lutando para se renovar. É compreender sem demonstrar, e esperar o tempo de colher, ainda que não seja em vida.
Ser pai é aprender a sufocar a necessidade de afago e compreensão. Mas ir às lágrimas quando chegam.
Ser pai é saber ir-se apagando à medida em que mais nítido se faz na personalidade do filho, sempre como influência, jamais como imposição. É saber ser herói na infância, exemplo na juventude e amizade na idade adulta do filho. É saber brincar e zangar-se.
É formar sem modelar, ajudar sem cobrar, ensinar sem o demonstrar, sofrer sem contagiar, amar sem receber.
Ser pai é saber receber raiva, incompreensão, antagonismo, atraso mental, inveja, projeção de sentimentos negativos, ódios passageiros, revolta, desilusão e a tudo responder com capacidade de prosseguir sem ofender. De insistir sem mediação, certeza, porto, balanço, arrimo, ponte, mão que abre a gaiola, amor que não prende, fundamento, enigma, pacificação.
Ser pai é atingir o máximo de angústia no máximo de silêncio. O máximo de convivência no máximo de solidão.
É, enfim, colher a vitória exatamente quando percebe que o filho a quem ajudou a crescer já, dele, não necessita para viver.
É quem se anula na obra que realizou e sorri, sereno, por tudo haver feito para deixar de ser importante.

Parabéns a todos os país...
Sérgio Carvalho
Pai....Hoje, celebramos silenciosamente o dia do seu nascimento, o dia que você chegou ao mundo para escrever a sua história e ser parte da nossa.

Que o senhor, meu pai, esteja em paz ao lado de Deus! Amém. Parabéns meu Pai

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

LAVRAS/CE FORA: TCM entrega ao TRE relação de prefeitos e gestores com contas rejeitadas

Lavras da Mangabeira
O Tribunal de Contas dos Municípios entregou na manhã desta sexta-feira (12/08) a Justiça Eleitoral a relação com os nomes de prefeitos e gestores que tiveram suas contas rejeitadas pelo órgão nos últimos oito anos. Todos os 184 municípios cearenses têm gestores públicos com contas desaprovadas.
A lista com a relação de todos os nomes já está disponível no site do TCM-CE.
Em todo o Estado do Ceará, 1.750 prefeitos e gestores receberam, pelo órgão, nota de improbidade administrativa. O número equivale a mais de 40% dos processos. Só de prefeitos, há 105 que tiveram contas rejeitadas pelas Câmaras Municipais dos seus municípios.
O Prefeito de Lavras da Mangabeira - Dr Tavinho (PDT) não figura na lista

FICHA SUJA - Ex-Prefeita de Lavras/CE - DENA Oliveira (PMDB) torna-se figurinha carimbada na lista do TCU

DENA Oliveira e Eunicio Oliveira
O Tribunal de Contas da União (TCU) divulga a lista oficial dos gestores de todo o país que tiveram contas desaprovadas pelo órgão e são considerados fichas suja. A Ex-Prefeita de Lavras da Mangabeira DENA OLIVEIRA (PMDB), volta a figurar na lista. A Ex-Prefeita é irmã do Senador Eunício Oliveira e mãe do deputado estadual Danniel Oliveira, os dois também do PMDB.

Sex, 12 de Agosto de 2016

Sistema Push - Consulta Texto
Processo: 002.456/2015-0

Tipo do processo
TCE - TOMADA DE CONTAS ESPECIAL - Desde 09/02/2015

Assunto do processo
TCE CONTRA A SENHORA EDENILDA LOPES DE OLIVEIRA SOUSA, EX-PREFEITA MUNICIPAL DE LAVRAS DA MANGABEIRA/CE, GESTÕES: 2005-2008 E 2009-2012. CONVÊNIO Nº 309/2007. SIAFI/SICONV Nº 598786. FIRMADO COM O MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME. IMPUGNAÇÃO PARCIAL DE DESPESAS DO CONVÊNIO. PROCESSO 71000.008719/2014-41. OFÍCIO Nº 14/2015/AECI/MDS.

Data de autuação
09/02/2015 - 15:35:02

Estado
ENCERRADO

Processos apensados
Processo: 016.158/2016-4 - Apensado desde 05/08/2016 - 15:51:36

Relator atual
MIN-MBC - MARCOS BEMQUERER COSTA - Desde 09/02/2015

Histórico de relatoria
MIN-MBC - MARCOS BEMQUERER COSTA - Desde 09/02/2015

Unidade responsável técnica
SECEX-CE - Secretaria de Controle Externo no Estado do Ceará

Unidade responsável por agir (Localização)
SECEX-CE - Secretaria de Controle Externo no Estado do Ceará - Desde 11/08/2016 - 10:42:22

Confidencialidade
Restrito

Unidade jurisdicionada
Prefeitura Municipal de Lavras da Mangabeira - CE

Responsáveis
Edenilda Lopes de Oliveira Sousa


VOTO:
Em exame a Tomada de Contas Especial instaurada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome – MDS em razão da impugnação parcial das despesas declaradas na prestação de contas final do Convênio 309/2007 (Siafi 598786), celebrado com o Município de Lavras da Mangabeira/CE em 18/12/2007, tendo por objeto a construção de cisternas de placas para armazenamento de água de chuva para consumo humano, com vigência até 31/05/2009.
2. No âmbito desta Corte, foi realizada a citação da Sra. Edenilda Lopes de Oliveira de Sousa, a qual deixou transcorrer in albis o prazo para defesa, devendo ser considerada revel, nos termos do art. 12, § 3º, da Lei 8.443/1992, dando-se prosseguimento ao processo.
3. Conforme consta do Relatório precedente, a ocorrência que motivou a instauração da presente TCE foi a ausência de comprovação de diversas despesas que totalizaram o valor de original de R$ 97.857,00, seja em razão da não apresentação de documentos, seja em razão da inconsistência dos documentos apresentados. Em consequência, não há elementos para estabelecer o nexo de causalidade entre a movimentação das referidas quantias e a realização do objeto pactuado.
4. A responsabilidade da Sra. Edenilda Lopes de Oliveira de Sousa decorre do fato de ter sido a gestora do Município quando os recursos federais foram recebidos e ter autorizado os pagamentos incluídos na Relação de Pagamentos sem a suficiente comprovação. Não é demais frisar que incumbe àquele que recebe recursos federais mediante convênios e outros instrumentos congêneres o dever de demonstrar que usou regularmente os valores que lhe foram confiados para realizar o objeto pactuado. Para esse fim, conforme previsto no preâmbulo do Convênio, deve observar o disposto no Decreto 93.872/1986 e na Instrução Normativa 1/1997 da Secretaria do Tesouro Nacional, e oferecer elementos capazes de evidenciar a correlação existente entre a movimentação dos recursos na conta corrente e a realização de despesas para a consecução do objeto.
5. Assim, as presentes contas devem, desde logo, ser julgadas irregulares, com fundamento no disposto pelo art. 16, inciso III, alínea c, da Lei 8.443/1992, condenando-se a responsável ao pagamento do débito. Em razão da gravidade da infração apurada, cabe ainda aplicar-lhe a multa prevista no art. 57 do referido diploma legal, em valor proporcional ao dano.
6. Por fim, cumpre encaminhar cópia deste Acórdão, acompanhado do respectivo Relatório e Proposta de Deliberação, à Procuradoria da República no Estado do Ceará, com fundamento no art. 16, § 3º, da Lei 8.443/1992.
Ante o exposto, manifesto-me por que seja adotada a deliberação que ora submeto a este Colegiado.
T.C.U., Sala das Sessões, em 1º de março de 2016.
MARCOS BEMQUERER COSTA
Relator
Os nomes que figuram na lista do TCU não são beneficiados com a decisão da última quarta-feira (10) do Supremo Tribunal Federal que decidiu que a responsabilidade do julgamento das contas dos gestores é das Câmaras Municipais.
EDENILDA LOPES DE OLIVEIRA SOUSA
EDISON AFONSO DE CARVALHO
EDISON AFONSO DE CARVALHO
EDMUNDO DE SÁ FILHO
EDMUNDO DE SÁ FILHO
EDMUNDO RODRIGUES JÚNIOR
EDMUNDO RODRIGUES JÚNIOR
EDUARDO FLORENTINO RIBEIRO
EDUARDO LIMA MAGALHÃES
EDVALDO ALMEIDA SILVEIRA
ELIAS PEREIRA DANTAS
EMANUEL CLEMENTINO GRANGEIRO
EMERSON DO NASCIMENTO