quarta-feira, 27 de junho de 2018

ELEIÇÕES 2018: Maioria do PSB apóia Ciro

Ex-governador capixaba Renato Casagrande - Carlos Lupi (PDT) e
Carlos Siqueira (PSB)
A maioria dos presidentes estaduais do PSB manifestou-se ontem, em reunião com o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, a favor de uma aliança com o pré-candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes. Dos 27 Estados presentes, entre 14 e 16 apoiaram o pedetista. Os outros se dividiram entre o PT e Geraldo Alckmin (PSDB).

Embora seja um indicativo do caminho que o partido deve seguir, não houve votação e a decisão, de fato, só deve ocorrer após reuniões da Executiva e do diretório nacional do PSB ao longo de Julho. Siqueira fez, junto com os presidentes estaduais, um mapeamento das alianças e preferências regionais e a maioria preferiu caminhar com o PDT.

As exceções seriam Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Piauí, favoráveis à aliança com o PSDB, e alguns estados do Nordeste, como Pernambuco, e Amapá, que defendem aliança com o PT. Álvaro Dias (Podemos) chegou a ser cogitado por dirigentes do Sul, mas sem apoio explícito, e Marina Silva (Rede), que concorreu pelo PSB em 2014, foi descartada por o Rede rompeu com três governadores do partido.

Segundo o presidente do PSB no Rio Grande do Sul, deputado José Stédile, as opiniões eram pessoais, dos presidentes locais, e não contavam como uma manifestação formal dos diretórios, mas a maioria defendeu coligar com o PDT. "Não teve nenhum estado contra o Ciro. Mesmo aqueles que preferem o Alckmin ou o PT disseram que não vão brigar se o partido se aliar a ele", disse.

Por outro lado, alguns dos dirigentes nordestinos e do Amapá acham que a alianças com o PT será mais benéfica para os candidatos do partido aos governos estaduais. Os petistas dizem que só tiram a candidatura da vereadora Marília Arraes (PT) contra o governador de Pernambuco Paulo Câmara (PSB) se o PSDB apoiar nacionalmente o PT, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda é o principal cabo eleitoral da região, mesmo preso.

O senador João Capiberibe, presidente do PSB no Amapá, disse que entre 15 e 16 diretórios se manifestaram a favor de Ciro. A análise, disse, foi feita à luz das consequências que um apoio nacional a um candidato ou outro teria sobre as alianças regionais. "[O apoio majoritário a Ciro] não é decisivo, mas indica uma tendência", afirmou. Adversário do governador do Amapá, que é do PDT, Capiberibe defende a aliança com o PT, mas diz estar "aberto a qualquer possibilidade". (...)
Fonte: Conversa Afiada

Governador envia mensagem à AL para criação de 700 vagas de agente penitenciário no Estado

O Governo do Ceará encaminhou à Assembleia Legislativa mensagem para criação de mais 700 vagas para agentes penitenciários no Estado. O documento foi assinado pelo governador Camilo Santana nesta terça-feira (26) durante o seu bate-papo com a população no Facebook. A matéria deve entrar em votação nos próximos dias.
Camilo lembrou que, no próximo dia 3 de julho, no Centro de Eventos do Ceará, serão empossados mais 1.000 agentes para integrar a segurança do sistema penitenciário estadual. As novas vagas no quadro da Secretaria da Justiça e Cidadania segue o planejamento de convocar mais turmas do último concurso realizado para o cargo. “No futuro estaremos convocando mais profissionais concursados. Estou cumprindo um compromisso que firmei com todos os remanescentes”, disse.
O chefe do Executivo também divulgou na transmissão ao vivo que, na próximo sábado (30/06), o Governo do Ceará realizará a entrega de 28 ambulâncias para cidades cearenses. Serão contemplados os municípios Capistrano, Eusébio (duas ambulâncias), Guaiuba, Itapipoca (duas ambulâncias), Maracanaú (duas ambulâncias), Maranguape, Paracuru, Pentecoste, Redenção, São Gonçalo, Cascavel, General Sampaio, Icapuí, Itapajé, Ocara, Pacatuba, Paraipaba, Horizonte, Pacajus, Aracati, Aracoiaba, Baturité, Beberibe, Caucaia e Chorozinho. A cerimônia ocorrerá às 8 horas, em Fortaleza.
Fonte: AI

Bolsonaro afirma ter apoio de parlamentares do MDB

O deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) afirmou que pelo menos 20 parlamentares do MDB vão apoiar sua candidatura à Presidência da República. O partido tem como pré-candidato ao Planalto o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles.
Questionado pela reportagem sobre quem são os apoiadores, Bolsonaro disse que ainda não poderia revelar nomes. Citou apenas o deputado Rogério Peninha, de Santa Catarina, entre eles.
Bolsonaro tem feito críticas ao governo Michel Temer. Em fevereiro, chamou de "política" a intervenção na segurança pública do Rio. "Temer já roubou muita coisa aqui, mas o meu discurso ele não vai roubar, não", disse na ocasião. O Planalto não comentou. Já Meirelles declarou, em abril, que a pré-candidatura de Bolsonaro traz "instabilidade".
Além dos 20 políticos do MDB, segundo o presidenciável, outros 50 parlamentares já indicaram apoio à sua candidatura. Peninha confirmou que é um dos 20 emedebistas que apoiarão Bolsonaro. Segundo ele, o presidenciável tem ajudado na aprovação de seu projeto de lei de mudança do Estatuto do Desarmamento e tem viajado com ele para municípios de seu Estado.

PROS Ceará lança Luís Eduardo Girão pré-candidato ao Senado

Luís Eduardo Girão
O Partido Republicano da Ordem Social (PROS) Ceará lançará, no dia 9 de julho de 2018, às 17h, no auditório Murilo Aguiar, na Assembleia Legislativa do Ceará, a pré-candidatura do empresário Luís Eduardo Girão ao Senado Federal.

Participarão do evento diversos nomes da política cearense: Roberto Pessoa; os deputados estaduais apoiadores: Fernanda Pessoa, Carlos Matos, Ely Aguiar, Heitor Ferrer.

Além dos deputados estaduais do PROS, Capitão Wagner e Roberto Mesquita; os deputados federais, Vítor Valim e Vaidon Oliveira; os vereadores de Fortaleza, Julierme Sena e Soldado Noelio.

Lideranças de todo o Estado e pré-candidatos do partido também participarão do lançamento da pré-candidatura.

terça-feira, 26 de junho de 2018

Situação em Lavras Preocupada com as Eleições deste Ano no Município

Apesar das múltiplas denúncias e evidências de insatisfação da população lavrense quanto ao desempenho do atual Governo Municipal de Lavras da Mangabeira, a insatisfação também chegou à Câmara Municipal local.
Os parlamentares ligados a Prefeitura Municipal começa a dar sinais de preocupação com as eleições deste ano no município.
A última sessão ordinária do poder legislativo lavrense nesta terça-feira (26/06) mostrou o quanto a base está enfraquecida.

As argumentações da base já não se sustentam mais. Os inúmeros desencontros da gestão deixam os edis aliados sem ter mais como rebater as denúncias que "pipocam" a cada dia no município. Chegamos ao mês das férias escolares, onde, segundo professores e vereadores de oposição a merenda escolar ainda não deu o ar de sua graça este ano. Outro gargalo do governo municipal desde o início da gestão é o transporte escolar que é alvo de denúncias no Ministério Público Federal.

Prova da preocupação com as eleições este ano é a capacidade de defesa do líder do Prefeito na Câmara Municipal, Vereador Antônio Lobo de Macêdo que já não consegue mais convencer aos que acompanham as sessões da Casa do Povo, seja na audiência daquela casa, seja através das emissoras de rádio.
Recentemente, o Ministério Público recomendou a exoneração de 32 pessoas em situação de Nepotismo, sendo dado ao Prefeito e ao Presidente da Câmara 15 dias para que tal procedimento seja efetuado sob pena de nota de improbidade administrativa, além de outras sanções na justiça. A pressão das bases eleitorais sobre os parlamentares, e a insatisfação de apoiadores com promessas não cumpridas do governo, tem tirado o sono da situação.
Afora as denúncias, o governo municipal do MDB em Lavras bate em apenas 19 meses a impopularidade da Ex-Prefeita Dena Oliveira também do MDB no seu segundo mandato. 



Surge o primeiro antídoto contra a falta de memória

“Usas um vestido / Que é uma lembrança / Para o meu coração. / Usou-o outrora / Alguém que me ficou / Lembrada sem vista. / Tudo na vida / Se faz por recordações. / Ama-se por memória.”

O poema de Álvaro de Campos, um dos heterônimos mais conhecidos do escritor português Fernando Pessoa (1888-1935), remete ao conceito universal de que a memória é o que nós somos. Sem que tenhamos a possibilidade de recordar, a existência se esvazia por completo. A vida se sustenta com base nas ideias do presente, nas referências do passado e na forma como processamos e armazenamos as nossas experiências. Por isso, ninguém quer perder a memória, todos querem melhorá-la. Pois um novo e ousado procedimento médico foi capaz de impulsionar o mecanismo que forma e preserva as lembranças, um feito inédito na medicina. Eletrodos implantados em uma área específica do cérebro recuperaram 15% da memória de pacientes. A taxa equivale ao que se perde em dois anos e meio com a degeneração provocada pela doença de Alzheimer. Ou ao que se esvai naturalmente em dezoito anos de vida de uma pessoa saudável. Traduzindo: quem tem 56 anos hoje pode, em tese, voltar a ter a mesma memória que tinha aos 38 anos. Disse a VEJA Youssef Ezzyat, psicólogo da Universidade da Pensilvânia, autor principal da técnica: “O método abre um caminho de possibilidades para auxiliar as pessoas com problemas de memória”. Publicado na revista Nature Communications, o trabalho tem sido considerado por especialistas do mundo todo como um dos feitos mais promissores ocorridos na neurologia nas últimas décadas, desde a disseminação dos aparelhos de ressonância magnética que revelam o cérebro em atividade.




Mauro Filho defende aposentadoria com teto menor, caso Ciro seja eleito

Mauro Benevides Filho
Caso o pré-candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, vença a eleição pelo Palácio do Planalto, Mauro Benevides Filho deve se tornar o seu ministro da Fazenda. Economista pela Universidade de Brasília (UnB) e doutor pela Vanderbilt, nos Estados Unidos, ele, há 12 anos, é secretário de Fazenda do Ceará em governos de diferentes partidos, atualmente com o petista Camilo Santana.
Benevides e Ciro têm pressa. Não querem esperar a eleição. Para a Previdência, eles vão propor até o fim de julho um plano detalhado, com a redução do teto, atualmente em R$ 5.645,80, para algo em torno de R$ 4 mil. Os trabalhadores, incluindo servidores, teriam direito também a uma conta individual de fundo de pensão, que receberia contribuição do empregador. Com isso, diz ele, será possível ao aposentado receber mais que o teto atual e, ao mesmo tempo, reduzir o peso para as empresas.
Mesmo que isso seja aprovado, os efeitos na melhora das contas públicas vão demorar para aparecer, mas o economista promete reduzir o déficit primário, de R$ 124 bilhões em 2017, em apenas dois anos. “Não existe social sem quadro fiscal ajustado”, afirma. Benevides pretende, por exemplo, eliminar 15% da renúncia fiscal que existe hoje, o que reduziria o déficit público em R$ 45 bilhões.
A distribuição de lucros e dividendos passaria a ser taxada, proporcionando outros R$ 49 bilhões. E seria criada a Contribuição sobre Grandes Movimentações (CGM), um tributo semelhante à CPMF, mas só para transações superiores a R$ 5 mil. Heranças e doações passariam a pagar mais impostos, o que, nas contas dele, levaria mais R$ 18 bilhões para os cofres da União e R$ 16 bilhões para os dos estados.
Entrevista completa de Mauro Benevides Filho ao Jornal Correio Braziliense
CB - Como será a proposta de Ciro Gomes para a reforma da Previdência?
MF - Estamos discutindo um sistema com três pilares, que deverá ser anunciado em uma ou duas semanas. O primeiro pilar será de assistência social, com LOAS, BPC e renda mínima variável. Vamos pegar quem não contribuiu para o INSS e incluir nesse pilar assistencial, que será bancado pelo Tesouro Nacional. Como não houve contribuição, a responsabilidade não será da Previdência Social. O segundo pilar será diminuir o regime de repartição, porque ele não se sustenta mais, devido à demografia. A relação das pessoas ativas para manter um inativo, que antigamente era seis e hoje é 1,5 no serviço público. Além disso, a expectativa de vida é maior. Antes era de 60 anos e hoje é de 73, e vai crescer. Portanto, para resolver o problema previdenciário, é preciso sair para o regime de capitalização de contas individuais. Esse vai ser o nosso terceiro pilar. Nossa proposta para o regime de repartição é reduzir o teto, de R$ 5,6 mil para um valor menor, que ainda estamos discutindo. Vamos fazer uma convergência dos dois sistemas de aposentadoria, público e privado.
CB - E militares? Eles entram também?
MF - Não nessa primeira etapa. Vão entrar os 840 mil funcionários federais. A proposta atual de reforma teve muita ênfase apenas no Regime Geral (o INSS). O déficit no regime próprio (dos servidores) é de R$ 90 bilhões, e o do INSS é de R$ 182 bilhões, mas o governo esquece que os estados têm déficit de R$ 100 bilhões. Portanto, se somado com os R$ 90 bilhões, o déficit (da Previdência pública) é maior do que os R$ 182 bilhões. E é onde estão os maiores salários. Enquanto a renda média do sistema de aposentadoria do INSS é de R$ 1,2 mil, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário têm benefícios de R$ 10 mil para cima.
CB - Mas os servidores que ingressaram em 2013 não estão mais nesse regime e precisam contribuir para o Funpresp.
MF - Os novos servidores já entram em até R$ 5,6 mil, teto que será rebaixado, para o que for, e, obviamente, estão lá no Funpresp, porque aí não tem mais a paridade. Mas ainda temos um problema em relação aos que entraram antes de 2013. Nesse caso, vamos propor um estímulo, talvez pelo Imposto de Renda, para que eles migrem de regime e vão para a capitalização.
CB - Haverá uma idade mínima?
MF - Terá idade mínima no sistema de repartição. No caso da capitalização não é necessário, porque o que vai determinar é tempo de contribuição. Mas isso estamos ajustando. Em tese, é para ter. No entanto, definimos que tenha pelo menos duas idades mínimas, conforme a atividade. O carvoeiro do Pará não tem a mesma expectativa de vida de quem trabalha na Av. Faria Lima, em São Paulo.
CB - Serão vários fundos ou um fundo só?
MF - Tem gente que defende separar o fundo do trabalhador da iniciativa privada do RPPS, mas há quem defenda um fundo só. Isso potencializa a queda da taxa de administração e as taxas de rendimento.
CB - Qual será o efeito fiscal dessa proposta?
MF - O efeito será macroeconômico, e não só atuarial. Além de resolver o problema fiscal, será possível gerar poupança dentro do sistema para financiamento de médio e longo prazos.
CB - Como fazer o ajuste fiscal e melhorar o resultado primário das contas públicas?
MF - Para fazer o ajuste fiscal, primeiro, é preciso explicar melhor para as pessoas o que é isso. A maioria só vende corte, corte, corte. Mas ajuste fiscal é dotar o Estado de condições para atender as demandas da população. É reestruturar o processo educacional, é ter dinheiro para fazer melhor atendimento na área de saúde, é reforçar a estrutura de segurança pública, então, ajuste fiscal não é um fim nele mesmo. É deixar o Estado com condições para investir. Pela nossa proposta, é possível reduzir o déficit em dois anos.
CB - Tem uma coisa que o Ciro fala que assusta o mercado, que o Banco Central vai ter meta de inflação e de emprego, algo que ocorre em países onde a inflação não é mais um problema.
MF - Mas na Alemanha é assim. Isso tem no mundo inteiro. Se o governo conseguir resolver o problema fiscal, é preciso ter simultaneidade. Se o BC tivesse considerado o emprego, a inflação não teria ficado abaixo do piso da meta em 2017. Hoje, o mercado acha que o BC foi muito ortodoxo, errou no calibre.
CB - Mas o que vocês admitem como inflação? É possível admitir inflação no teto da meta? 
MF - Trabalharemos com a meta. O que foi acordado com o Congresso e a sociedade foi cumprir a meta. Não tem flexibilização de meta. Meta estabelecida é para ser cumprida. Ciro já disse que vai perseguir a inflação, obviamente, levando em conta o emprego.
CB - E qual seria a meta de emprego?
MF - Ainda não vamos antecipar isso. O importante é o conceito.
CB - O senhor critica o teto de gastos. A solução seria acabar com ele?
MF - Não. Tem que fazer o que fiz no Ceará, desculpe a falta de modéstia. Tem que tirar investimento, controlar o pessoal e a Previdência. Manuel Pires, um colega da Fundação Getúlio Vargas, pesquisou o investimento público de 1947 a 2017, e o resultado é o menor índice do período. Estão assassinando o país, dizendo que essa Emenda Constitucional 95 controla os gastos, mas não está controlando nada. O gasto com Previdência está aumentando!
CB - Quais serão as políticas para a taxação de heranças e doações?
MF - No Brasil, é até 8%. Mas, só quatro estados têm 8%, o restante usa a taxa de 4%. Então, o que vai acontecer? Vamos supor que o imposto de heranças e doações consiga ser aprovado em 20%. Isso tudo para o rico. É imposto sobre herança de R$ 40 milhões, por exemplo. Pode tirar a classe média e baixa disso, isso é para quem tem dinheiro.
CB - O senhor propõe recuperar o CPMF?
MF - Está em análise. Só que esse nome não pode sequer ser falado. Porque o cara que passava um cheque de R$ 50 pagava imposto. Mas existe uma Contribuição sobre Grandes Movimentações (CGM), que retira 86% da população brasileira do tributo. O percentual seria o mesmo, de 0,38%. Mas essa CGM seria para grandes movimentações — o que retira a classe média e a classe baixa.
CB - Seria aplicada em transferências acima de quanto?
MF - Cinco mil reais. A previsão é essa. Não estamos interessados em pequenos saques, mas em grandes movimentações. Creditou salário na sua conta, não paga nada.
CB - E os demais tributos?
MF - Sou a favor da criação do Imposto sobre o Valor Agregado (IVA). O IVA pressupõe o princípio do destino, fica com o imposto quem paga. Hoje, parte fica com o estado produtor, parte com o estado consumidor. Outra coisa que vamos fazer é reduzir o PIS/Cofins e o ICMS.
CB - E as taxas de juros?
MF - O setor privado vive algo muito grave: a rentabilidade do negócio é inferior ao custo de tomar dinheiro no sistema bancário brasileiro. As empresas do Brasil estão muito endividadas. A informação que tenho é que é possível, até dezembro, os bancos colocarem créditos de R$ 600 bilhões no mercado. Dois bancos disseram que isso está em provisionamento. É muito grave. O Brasil tem muita concentração bancária, cinco bancos detêm 83% das transações.
CB - O senhor está muito liberal para um candidato de esquerda…
MF - Não existe social sem fiscal adequado, pode escrever. Não existe política social sem um quadro fiscal ajustado.
Fonte: Jornal Correio Braziliense