domingo, 24 de setembro de 2017

Pode Soltar o Grito, Torcedor: o Leão Subiu!

Após oito anos na Terceirona, o Fortaleza está de volta à Série B do Campeonato Brasileiro. Com o triunfo diante do Tupi-MG nas quartas de final, o torcedor do Tricolor do Pici pôde, finalmente, soltar o grito de alívio: o Leão subiu!
O retorno à Segundona foi confirmado quando o árbitro Marcelo de Henrique Lima apitou o fim da partida entre Tupi-MG e Fortaleza, sábado, 23, no estádio Helenão, em Juiz de Fora. O Tricolor do Pici venceu os mineiros no jogo de ida por 2 a 0, no Castelão, no dia 16 de setembro, e sofreu a derrota por 1 a 0 no confronto da volta, fora de casa.

A caminhada do Fortaleza na Série C 2017 até o acesso

Por Samuel Pimentel
O longo calvário do Fortaleza na Terceira Divisão chegou ao fim em 2017. Com uma campanha que pendia da total confiança na classificação à desconfiança por jogos consecutivos sem vitórias, fazia os torcedores temerem por uma desclassificação precoce.

O ano de 2017 do Fortaleza não era bom até o inicio da Série C. O Tricolor acumulava frustrações, com eliminações precoces na Copa do Nordeste, Copa do Brasil, e pior, não conseguira chegar nem à final do Estadual, sendo eliminado por um surpreendente Ferroviário. Depois de muita pressão, a diretoria não aguentou. Jorge Mota e toda a cúpula de futebol saíam do clube.

O ar de terra arrasada era claro. Uma reformulação era necessária, e no meio da temporada o Fortaleza se reinventou, trocou diretoria, trocou de técnico e passou a pedir que a torcida abraçasse o time. Pedido atendido. Mas a faixa com os dizeres "O acesso é obrigação" representava o sentimento da torcida.

Era inegável, o Fortaleza estava pressionado. Na Série C em 2017, havia cinco times que já tinham conquistado o título da competição em anos anteriores, e dois deles estavam no grupo A: Sampaio Corrêa e Remo; e foi para o time paraense a primeira derrota do Tricolor do Pici. Jogando em Belém, o Fortaleza perdeu pelo placar mínimo desempenhando um futebol abaixo da média. Depois dali, o time engrenou, emplacando uma sequência de cinco jogos de invencibilidade.

A campanha da 1ª fase se consolidou com o ótimo aproveitamento jogando em casa - o Fortaleza ficou invicto - e apesar de ter tido números ruins como visitante, vencendo apenas duas, se manteve no G-4 por 17 rodadas seguidas e chegou à última partida da fase classificatória precisando de uma vitória simples contra o Moto Club. Após 75 minutos de tensão, Ronny fez a alegria dos mais de 33 mil tricolores presentes no Castelão.

Garantido na 3° colocação, o Fortaleza vivia a ansiedade por mais um mata-mata. Dessa vez o primeiro jogo seria em casa. O Tupi-MG era o adversário. O time mineiro tinha conseguido a 2ª colocação no grupo B. 

A torcida tricolor cumpriu seu papel e lotou o Castelão, quebrando o recorde de público da Série C. Os mais de 40 mil presentes assistiram a um primeiro tempo nervoso, mas de domínio tricolor. Ao fim do primeiro tempo alguns torcedores ficaram receosos, mas o sentimento acabou quando aos dois minutos da segunda etapa Leandro Lima abriu o placar. A partir daí, o Tupi não demonstrou mais nenhuma reação, e aos 25, Bruno Melo definiu a vitória. A torcida em êxtase via o Fortaleza vencer pela primeira vez em mata-mata encaminhando o acesso à Série B.
Jogando em Juiz de Fora, o Fortaleza perdeu por 1 a 0, mas como venceu por 2 a 0 a partida de ida, ficou com o acesso.
Números do Fortaleza na Série C
20 jogos
8 vitórias
6 empates
6 derrotas
22 gols a favor
16 gols sofridos

Fortaleza como mandante

10 jogos
6 vitórias
4 empates
14 gols a favor
3 gols sofridos

Fortaleza como visitante
10 jogos
2 vitórias
2 empates
6 derrotas
8 gols a favor
13 gols contra

De algoz a herói: a trajetória de Antônio Carlos Zago até o acesso pelo Fortaleza

Por Lucas Mota
De algoz do rebaixamento em 2009, da frustração do 'quase' no Castelão lotado em 2016 a herói do acesso. Antônio Carlos Zago, 48, esteve em momentos de decepção do torcedor do Tricolor do Pici, mas oito anos depois comandou o time do Leão ao que ninguém havia conseguido fazer antes: conquistar o acesso do Fortaleza à Série B.

Antes de se aventurar à beira do gramado, Zago teve uma carreira vitoriosa atuando como zagueiro de 1986 a 2007. No Brasil, jogou com a camisa de alguns dos principais clubes do Brasil, destaque para os títulos no São Paulo e no Palmeiras, quando conquistou Campeonato Paulista, Brasileiro e Libertadores da América. Na Europa, brilhou na Roma junto a jogadores como Cafu, Batistuta e Totti.

Aposentado dos gramados em 2007, Zago começou na função de treinador em 2009 pelo São Caetano. Foi pelo time do interior paulista que cravou a primeira frustração no Fortaleza, estando do lado rival. Ele comandou o time do ABC paulista na campanha da Série B daquele ano, vencendo o Leão na última rodada, resultando no rebaixamento da equipe do Pici.

Depois da primeira experiência no São Caetano, Zago treinou equipes como o Palmeiras, Grêmio Barueri, Mogi Mirim, Vila Nova e Audax. Teve passagens ainda pela Roma e pelo Shakhtar Donestsk como assistente. Até que em agosto de 2015, o ex-jogador assumiu o comando do Juventude. 


No time gaúcho, Zago foi protagonista de mais uma decepção no torcedor do Fortaleza. No ano de 2016, o técnico conquistou o vice do Gauchão e obteve o acesso à Série B. E a ida para a Segundona foi justamente diante do Leão em um Castelão lotado, com 63.903 torcedores.
No mata-mata da Série C, a equipe comandada por Zago obteve um empate sem gols com o Tricolor no jogo da ida, em Caxias do Sul. Na partida de volta, no Castelão, igualdade por 1 a 1 subiu o Juventude para a Segundona. Apesar de protagonizar mais uma decepção para o Leão, Zago manteve laços com o time cearense quando, no fim da partida, lamentou a permanência do Fortaleza na Terceira Divisão.
"Não queríamos pegar o Fortaleza. Falo com toda sinceridade do mundo, porque o Fortaleza não merece a Série C. Merece estar na Série B e até Série A, pela grandeza e torcida que tem. Juro que por um lado estou sentido pelo Fortaleza, mas por outro, é nossa profissão. E o Juventude merece estar na Série B", comentou ele na época.
Depois do Juventude, Zago passou pelo Internacional, ao comandar o time na Série B deste ano, antes de desembarcar na Capital para assumir o Fortaleza, após saída do técnico Paulo Bonamigo faltando três rodadas para o fim do mata-mata. Na apresentação, o Antônio Carlos lembrou das declarações após vencer o Tricolor em 2016.
"Lembrei bastante daquilo que tinha dito no ano passado (lamentando o Tricolor não ter conseguido o acesso). Tenho uma gravação no meu celular de um amigo meu que veio do Mato Grosso do Sul para ver o jogo aqui, no Castelão lotado. Estou muito contente com esse novo desafio", afirmou na apresentação, no dia 22 de agosto.
Zago conquistou o torcedor tricolor quando afirmou ser o maior desafio da carreira como técnico assumir o Fortaleza. "Acredito que treinar o Fortaleza é o maior desafio da minha carreira como treinador até agora. Por vários fatores. Pelo momento, por tudo que viveu nos últimos anos. É um desafio muito grande. Esperamos que tudo termine da melhor maneira possível, com o acesso. Até pelo fato de deixar o time na Série B, que é uma equipe elite do futebol brasileiro, no ano mais importante de sua história (2018), por conta do centenário", contou.
Agora, ele entra de vez para a história do Fortaleza. Com pouco tempo, conseguiu implantar sua filosofia de trabalho e ver o time corresponder em campo quando não havia mais tempo para erros. Nas últimas três rodadas, a equipe só emplacou no último jogo da fase classificatória, com vitória sobre o Moto Club-MA, garantindo em seguida o acesso diante do Tupi-MG.
Campanha de Zago no Fortaleza
16ª Rodada - Fortaleza 1 x 1 CSA
17ª Rodada - Confiança 2 x 0 Fortaleza
18ª Rodada - Fortaleza 1 x 0 Moto Club
Quartas de Final - 1º jogo - Fortaleza 2 x 0 Tupi-MG
Quartas de Final - 2° jogo - Tupi-MG 1 x 0 Fortaleza
Ficha técnica de Zago como treinador
Nome: Antônio Carlos Zago
Nascimento: 18/5/1969 – 48 anos
Natural: Presidente Prudente-SP
Trajetória como treinador:
2009: São Caetano
2010: Palmeiras
2010: Grêmio Prudente-SP
2011: Mogi Mirim-SP
2011: Vila Nova-GO
2012: Audax-SP
2013: Roma – Itália (auxiliar técnico)
2013-2015: Shakhtar Donetsk Ucrânia (auxiliar técnico)
2015-2016: Juventude-RS
2017: Internacional (RS)
2017; Fortaleza
Conquistas:
2014: Campeão Ucraniano (Shakhtar)
2014: Campeão da Supercopa da Ucrânia (Shakhtar)
2015: Campeão da Supercopa da Ucrânia (Shakhtar)
2016: Vice-campeão Gaúcho (Juventude)
2016: Acesso para a Série B do Brasileirão (Juventude)
2017: Acesso para a Série B do Brasileirão (Fortaleza)

Do fracasso à glória: remanescentes superam eliminações e conquistam o acesso

Por Lucas Mota
Éverton
No elenco da Série C 2017, o Fortaleza tem oito remanescentes de campanhas que terminaram em fracasso e que conseguiram dar a volta por cima com o acesso. São eles: o goleiro Max Walef, o lateral direito Felipe, o lateral esquerdo Bruno Melo, os zagueiros Adalberto e Edimar e os meias Éverton e Leandro Lima. O armador da equipe em 2017, Éverton, esteve na eliminação diante do Juventude, no mata-mata da Série 2016. No ano anterior, o maranguapense também participou do grupo eliminado pelo Brasil de Pelotas. O meia foi um dos principais jogadores nas duas campanhas, atuando em 23 partidas e marcando quatro gols.
Destaque na reta final da Série 2017, Leandro Lima foi contratado no segundo semestre de 2016 para integrar o elenco daquele ano. Atuando em apenas quatro partidas, entre elas as duas do mata-mata contra o Juventude, o jogador não conseguiu ajudar o Tricolor a chegar ao tão sonhado acesso no ano passado.
Edimar e Felipe também estiveram na campanha de 2016. A dupla foi titular e vivenciou a decepção diante do Juventude, em um Castelão lotado. O lateral direito ainda compôs o elenco na Série C 2015, mas não chegou a entrar em campo no torneio.
Protagonista em 2017, o lateral esquerdo Bruno Melo fez parte do grupo que fracassou na tentativa do acesso nos anos de 2015 e 2016. Entretanto, naqueles dois anos teve participação mínima, jogando apenas cinco partidas ao todo.
O xerifão Adalberto foi titular em 2013, 2014 e 2015. Em 2017, o zagueiro perdeu a titularidade, mas sempre mostrou garra quando entrou. Atuou entre os onze iniciais na partida de ida contra o Tupi, no Castelão.
Já o goleiro Max Walef integra o time na Série C desde 2015.
Jogadores e temporadas
Felipe (2015, 2016 e 2017)
Adalberto (2013, 2014, 2015 e 2017)
Bruno Melo (2015, 2016 e 2017)
Éverton (2015, 2016 e 2017)
Edimar (2016 e 2017)
Max Walef (2015, 2016 e 2017)
Leandro Lima (2016 e 2017)

Marcelo Boeck é o líder do Fortaleza na campanha do acesso em 2017

Por Lucas Mota
O Fortaleza formou uma equipe em 2017 para jogar no “coletivo”. A estratégia adotada é diferente de outros anos, quando montou um time partindo de uma referência, como Carlinhos Bala em 2011, Geraldo em 2012 e Marcelinho Paraíba em 2014. Com um grupo nivelado, o Leão fez uma campanha mediana, com oscilações, mas que colheu frutos no final da competição.
Entretanto, um jogador se destacou do começo ao fim do campeonato da Série C, sendo o líder do Leão na campanha do acesso: Marcelo Boeck, 32. Unanimidade no time do Tricolor do Pici, o goleiro vindo da Chapecoense recebeu o apoio do torcedor desde o início devido ao desempenho dentro de campo.
Na campanha em 2017 até o segundo jogo do mata-mata, Marcelo Boeck só não entrou em campo pelo Fortaleza uma única vez. No 1° turno da fase classificatória, não atuou contra o Moto Club, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, e a equipe cearense perdeu por 1 a 0.
Na última rodada da fase de grupos, o Fortaleza reencontrou o Moto precisando da vitória para avançar. Desta vez, com Marcelo Boeck, o Leão venceu por 1 a 0 com gol de Ronny. Mas, se não fosse o goleiro, o resultado poderia ter sido outro. Ele salvou o time em duas chances claras para o clube da Maranhão, garantindo a manutenção do triunfo e a passagem às quartas de final.
Ao longo do campeonato, Boeck teve atuações seguras e ajudou o time no setor defensivo, assim como teve papel fundamental na liderança do grupo. Tanto Paulo Bonamigo quanto Antônio Carlos Zago depositaram no guarda-metas a função de orientar e passar confiança aos demais jogadores dentro de campo.
Na Série C, o goleiro foi um dos que mais atuaram do elenco, com 19 partidas até o segundo jogo contra o Tupi, sofrendo 15 gols.
Trajetória do camisa 1
Natural de Vera Cruz-RS, Marcelo Boeck iniciou a carreira no Internacional. Cria das categorias de base do Inter, Boeck ganhou a primeira oportunidade no time profissional logo na decisão do Campeonato Gaúcho de 2005. Após a estreia, o goleiro seguiu na equipe até 2007, quando se transferiu para o futebol português.
Em Portugal, ganhou experiência atuando por nove anos no país. A primeira equipe na Europa foi o Marítimo, onde ficou de 2007 a 2011, jogando 43 partidas. Foi contratado na temporada 2011/2012 pelo Sporting. Pelo time que revelou Cristiano Ronaldo, o goleiro ficou até 2016, somando 11 partidas.
Boeck retornou ao Brasil para atuar pela Chapecoense. No time de Chapecó-SC, ele atuou na temporada 2016, fazendo sete partidas. Sem espaço, assinou com o Fortaleza em 2017 e virou ídolo do Leão, conquistando o tão sonhado acesso após oito anos na Terceirona.
Episódio na Chapecoense
Marcelo Boeck foi um dos onze jogadores que estavam no elenco da Chapecoense em 2016 e que não viajaram para a Colômbia, onde o avião que levava o time e a comissão técnica caiu, matando 71 pessoas. Entre os mortos, 19 dos 22 atletas que viajaram e o técnico Caio Júnior.
Ele não viajou por ser o terceiro goleiro entre as opções do treinador, que acabou levando para ficar no banco Jackson Follmann, um dos sobreviventes do acidente ao lado do lateral Alan Ruschel e do zagueiro Neto.
Em 2017, a Chapecoense reformulou o elenco após a tragédia e não renovou com Marcelo Boeck, que acabou acertando com o Fortaleza.

Os cearenses fundamentais para o acesso do Fortaleza em 2017

Leandro Lima
Por Lucas Mota
A campanha do Fortaleza na Série C 2017 teve jogadores da terra se destacando e ajudando a conquistar o tão sonhado acesso. Atletas cearenses titulares e reservas no elenco do Leão foram fundamentais na trajetória que atingiu o seu objetivo máximo diante do Tupi-MG.
Veja abaixo a lista dos cearenses que foram protagonistas na campanha do acesso:
Éverton
"Filho de Maranguape", Éverton é um dos ídolos do atual elenco do Fortaleza. Com 33 anos, o experiente meia armou as principais jogadas do time na competição. Junto com Felipe e Bruno Melo, foi um dos atletas que mais atuaram pela equipe na campanha do acesso na Série C, com 17 jogos.
Leandro Lima
Natural de Fortaleza, Leandro Lima ganhou um fôlego extra com a chegada do técnico Antônio Carlos Zago. Com o técnico, o jogador conseguiu atuar onde mais gosta: pelo meio, e não pelas pontas. Deu uma nova dinâmica no meio-campo do Tricolor e marcou um gol na partida de ida contra o Tupi-MG.
Ronny
Ronny
Foi o reserva de "luxo" na campanha do acesso. Ronny marcou na partida decisiva contra o Moto Club, na última rodada da fase classificatória, quando o Leão poderia ficar de fora. O camisa 8 acertou uma bomba de fora da área, fazendo a festa da torcida no Castelão.
Felipe
Natural de Maranguape, o lateral direito Luis Antônio Ferreira Rodrigues, conhecido como Felipe, foi o titular da posição. O camisa 2 teve oscilações, amargando a reserva em algumas partidas, mas voltou a jogar bem e se destacou na reta final da competição. Dos 20 jogos até o acesso (fase classificatória mais os dois jogos do mata-mata), Felipe atuou em 17 partidas.
Bruno Melo
Assim como na direita, o dono da posição na lateral esquerda é cearense. Bruno Melo, natural de Paracuru, é cria das categorias de base do clube. Com 24 anos, o jogador fez 18 partidas na Série C, marcando 4 gols, entre eles o de pênalti no jogo de ida contra o Tupi-MG.

Cronologia do Fortaleza na Série C: os anos de tropeços

Por Bruno Balacó
2010: eliminação sem nenhuma vitória
Um ano após o rebaixamento na Segunda Divisão nacional, o Fortaleza chegava à Série C do Brasileiro animado pela conquista do inédito tetracampeonato cearense. Mas a empolgação durou pouco. Na fase classificatória, o Tricolor abusou dos empates: foram seis em oito jogos. E apenas duas vitórias. Mesmo invicto, o Leão ficou em 3° lugar de seu grupo (em que apenas dois avançavam) e foi eliminado logo na 1ª fase. Na última rodada, o Fortaleza foi até Marabá precisando vencer o Águia. Saiu na frente, com gol de Paulo Isidoro, mas tomou o empate, com gol de Torrô, e ficou fora da fase de mata-mata.
2011: o quase rebaixamento
O segundo ano seguido em que o Fortaleza disputou a Série C registrou a pior campanha do time na competição. Além de ficar longe da briga para avançar de fase, o Tricolor fez uma campanha ruim (com três derrotas e três empates em seis jogos) e por pouco não foi rebaixado para a Série D. O time só conseguiu evitar a queda na última rodada da fase classificatória ao golear o CRB por 4 a 0, em jogo cheio de polêmicas em um estádio Presidente Vargas lotado. O primeiro tempo terminou sem gols. Na volta para o segundo tempo, o Leão deslanchou, em jogo marcado por expulsões, perda de pênalti e quatro gols do Tricolor. Vavá fez os dois primeiros. Gustavo Papa, o terceiro. E, aos 43 do segundo tempo, Marcos Goiano fez o gol salvador, evitando o rebaixamento do Fortaleza. Com o placar, o Leão superou o Campinense-PB nos critérios de desempate (número de gols marcados) e o time paraibano foi quem acabou rebaixado.
2012: acesso escapa no PV
Tudo parecia conspirar a favor para o acesso do Fortaleza. Na fase classificatória, o Tricolor fez uma campanha irretocável, com apenas uma derrota em 18 jogos. Líder absoluto do grupo A, o Leão enfrentou a equipe de pior campanha entre os quatro classificados da outra chave, o Oeste-SP. No primeiro jogo do mata-mata, o Fortaleza conseguiu um bom resultado ao empatar por 1 a 1 fora de casa, em Itápolis. O resultado deu a vantagem de o time empatar sem gols para subir. Mas, no jogo de volta, diante um PV abarrotado de torcedores, o Tricolor foi surpreendido e perdeu por 3 a 1, deixando escapar o acesso, para fúria de parte da torcida, que arremessou assentos de arquibancada no campo após o término da partida.
2013: gol nos acréscimos sela queda antecipada
Em 2013, o Fortaleza não conseguiu imprimir a mesma regularidade do ano anterior. Na fase classificatória, o time acumulou vários tropeços e confrontos diretos. Na última rodada, o time chegou com boas condições para avançar ao mata-mata e, diante do Sampaio Corrêa, no Castelão, a classificação ficou encaminhada com o time abrindo 2 a 0 no marcador. Os últimos 15 minutos de jogo, contudo, foram fatais, quando cedeu o empate. O gol que selou o placar ocorreu nos acréscimos, aos 47 minutos do segundo tempo, com Paulo Sérgio. Com o resultado, o Leão terminou em 5º a fase classificatória e ficou fora do mata-mata. A torcida, de novo, ficou na bronca.
2014: acesso bate na trave com Macaé
Sob o comando do técnico Marcelo Chamusca, o Fortaleza praticamente repetiu o filme de 2012. Fez uma campanha que beirou a perfeição na 1ª fase e conseguiu o 1º lugar do Grupo A com antecedência e tranquilidade. Dessa vez, o Tricolor teve pela frente o Macaé. Na partida de ida das quartas de final, o Leão fez uma partida burocrática e conservadora e não saiu do 0 a 0. No jogo de volta, com a Arena Castelão lotada, com mais de 60 mil torcedores, o Fortaleza tomou um gol no último lance do primeiro tempo, marcado por Juba. No segundo tempo, com os nervos à flor da pele, o time de Chamusca perdeu inúmeros gols, colocou bola na trave, mas o máximo que conseguiu foi arrancar o empate. Insuficiente para garantir o acesso, que ficou com o time do Rio, pelo critério de ter marcado gol fora de casa.
2015: Brasil cala o Castelão e adia o sonho tricolor
Novamente com Marcelo Chamusca à frente da equipe, o Fortaleza teve uma fase classificatória tranquila, mas dessa vez encontrou um pouco mais de dificuldade para garantir o 1º lugar da chave. Buscando uma blindagem e melhor preparação para o mata-mata, o Tricolor passou quase duas semanas treinando em um resort, em solo gaúcho, visando os dois jogos contra o Brasil de Pelotas. Em campo, o time não correspondeu. No jogo de ida, o Leão sentiu a pressão do estádio Bento Freitas e foi derrotado por 1 a 0, com gol de Cléverson, após bobeada da defesa em bola parada, no final do primeiro tempo. Na volta, com grande atuação do goleiro Eduardo Martini, o Brasil-RS conseguiu segurar um 0 a 0 diante mais de 60 mil torcedores no Castelão e adiou, por mais um ano, o sonho do acesso tricolor.
2016: mais um gaúcho enterra o sonho do Leão

Pelo terceiro ano seguido, o Fortaleza passou pela 1ª fase sem sustos e confirmou o 1° lugar do grupo A, com a campanha de 8 vitórias, 6 empates e 4 derrotas. Horas após o último jogo da fase classificatória, contra o Botafogo-PB, em João Pessoa, o Tricolor sofreu uma notícia inesperada, com a saída do técnico Marquinhos Santos, que se desligou do clube para treinar o Figueirense, que disputava a Série A do Brasileiro. Hemerson Maria foi contratado com a missão, logo de cara, de comandar o time nos dois jogos do mata-mata contra o Juventude. Na partida de ida, em Caxias do Sul, empate por 0 a 0. No jogo de volta, no Castelão, novamente lotado por mais de 60 mil torcedores, o time visitante saiu na frente. O Leão pressionou, mas o máximo que conseguiu foi o gol de empate, com Pio. Pelo critério do gol qualificado, marcado fora de casa, o Juventude eliminou o Fortaleza. Novamente, um time gaúcho frustrou o sonho do acesso do Fortaleza.

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