“Para mudar o mundo, primeiro é preciso mudar a forma de nascer”.
A citação do cientista e obstetra francês Michel Odent guiou a apresentação do
Programa Nascer no Ceará, realizado nesta segunda-feira (26) pelo Governo do
Ceará, em solenidade no Palácio da Abolição. A ação tem objetivo de
reestruturar a linha de cuidado materno-infantil a partir da atenção à gestação
de alto risco, e garantir a assistência qualificada a gestantes e
recém-nascidos nos 184 municípios cearenses.Por meio da regionalização e descentralização
das ações e serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), o novo plano
estadual será ferramenta importante para redução da morbimortalidade materna e
neonatal.
O evento de lançamento do programa contou com
a presença da vice-governadora Izola Cela e da primeira-dama Onélia Santana,
que estiveram acompanhadas do secretário da Saúde, Henrique Javi, lideranças
municipais e profissionais da saúde.
Ao apresentar o Nascer no Ceará, Onélia
Santana explicou que o programa surgiu para otimizar o acompanhamento de mães e
crianças cearenses caso a caso, com mapeamento traçado minuciosamente e através
de forte pactuação entre Governo e prefeituras de todas as cidades. “Essa é uma
política pública feita para as mulheres, as gestantes que precisam de maior
atenção. Ainda são muitas as mães que morrem no parto. O sonho de ter seu filho
não é realizado. Então o Estado assume mais um papel para prevenir e impedir
que essas mulheres sofram por falta de assistência. São mulheres em alto risco,
mulheres que são violentadas, que necessitam de vacinas, todas serão cuidadas
pelo programa. Será feito mapeamento através de um sistema, um aplicativo, com
o compromisso nosso para que a gravidez das mães ocorra com tranquilidade”,
garantiu.

Redução da mortalidade materna
e neonatal
A
morbimortalidade materna e neonatal está vinculada a causas preveníveis como o
acesso e uso dos serviços de saúde e a qualidade da assistência pré-natal ao
parto e ao recém-nascido. As evidências avaliadas pelo Comitê Estadual de
Mortalidade Materna e Infantil mostram que 90% das mortes maternas estão
relacionadas a gestantes de alto risco. Atualmente, a mortalidade neonatal
(zero a 27 dias de vida) tem a maior representação em termos proporcionais na
mortalidade infantil no Brasil e no Ceará, representando até 70% do óbito
infantil, enquanto o componente neonatal precoce responde por cerca de 50% das
mortes infantis. No Ceará, dentre os estratos etários da mortalidade infantil,
o componente pós-neonatal (28 dias a um ano de vida incompleto) sofreu a maior
queda e o componente neonatal precoce (zero a seis dias de vida) a menor
redução.
Fonte: AI
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